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 Federaçao Gaucha de Caça e Tiro - FGCT

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Sasha Siemel



Mensagens : 242
Data de inscrição : 08/10/2012
Localização : Porto Alegre - RS

MensagemAssunto: Federaçao Gaucha de Caça e Tiro - FGCT   Dom Maio 26, 2013 2:53 pm

Compartilhando com o pessoal o link e alguns artigos do site da FGCT, a entidade q regulamenta a caça amadora aqui no Rio Grande do Sul:



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A fiscalização da caça no estado do Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul é um estado no qual a caça amadorista é tradicionalmente praticada e desenvolveu ao longo do tempo um eficiente sistema de fiscalização e controle do uso da fauna. As taxas recolhidas por ocasião do licenciamento anual dos caçadores - em parte destinadas para a manutenção deste sistema de fiscalização, muito contribuem para que isso ocorra. Afora a fiscalização federal exercida pelo IBAMA, o estado criou as Patrulhas Ambientais - PATRAMs, através do treinamento técnico-especializado de um grande número de policiais militares integrantes da Brigada Militar do Estado, e que hoje encontram-se distribuidos em diversos destacamentos sediados nas mais diferentes e distantes regiões. Outro importante elemento no processo de fiscalização é o controle direto exercido pelos proprietários rurais dentro dos limites das suas terras, conforme lhes é facilitado pela legislação vigente.

Enquanto em território gaúcho a caça é exercida sob rigorosa fiscalização, nas demais regiões a matança desenfreada da fauna silvestre continua e na maioria das vezes, de forma impune, praticada por quem nada tem a ver com os caçadores amadoristas. Isto pode ser atestado por inumeros relatos da imprensa nacional e deve-se principalmente à falta de recursos adequados dos órgãos fiscalizadores e à ausência de um ordenamento de gestão de fauna. Cria-se a ilusão de que proibindo não haverá mais caça, mas esta continua sendo praticada de forma irregular e descontrolada em todo o território nacional, inclusive naqueles estados em que é proibida pela Constituição Estadual, como é o caso de São Paulo. O caçador amadorista repudia esses episódios e lamenta o fato de que apenas no Rio Grande do Sul a fiscalização disponha dos instrumentos e recursos necessários para evitá-los e se orgulha de estar contribuindo para que tal ocorra. Lembramos o fundamental papel dos caçadores na concientização, sem dúvida a melhor maneira de prevenir as agressões a natureza. A caça amadorista não é sinonimo de matança desregrada de fauna, e o caçador amador apóia vigorosamente as medidas de regulamentação e fiscalização adequadas das suas atividades, lutando pela defesa do inestimável patrimônio nacional representado pela fauna silvestre.



Educação e consciência do caçador amadorista
Organizados em entidades associativas, como exige a Lei 5.197 de Proteção a Fauna, os caçadores amadores preocupam-se permanentemente com a formação de uma consciência conservacionista que mantenha aceso, no contato direto com a Natureza, o respeito e o senso de dever do cinegeta para com a fauna silvestre e seus ambientes, de forma a poder legá-los às gerações futuras para desfrute e apreciação. A realização de campanhas de esclarecimentos e a publicação de materiais educativos, bem como a realização de palestras com vistas a conscientização do caçador do seu efetivo papel como parte integrante do ecossistema em que atua, além da participação aberta em detalhes com os mais diferentes setores da comunidade tem sido práticas constantes das entidades de caçadores amadoristas do Rio Grande do Sul ao longo do tempo, no sentido de continuar fazendo de cada caçador um ativista consciente em defesa do patrimônio natural. Esclarecendo a comunidade para as verdadeiras e graves ameaças que pairam sobre nosso patrimônio faunistico, os caçadores amadoristas procuram alertar a sociedade para os reais problemas de conservação da natureza que precisamos enfrentar.


A caça e a sua contribuição na conservação da natureza
Ao contrario do que muitas vezes se imagina, a caça amadorista não representa uma ameaça à sobrevivencia da fauna silvestre, que é, gravamente ameacada pela acelerada perda de "habitats", causada pela expansão sempre crescente das atividades econômicas, principalmente agrícolas. Destruidos os ecossistemas, perde-se a fauna que neles vivia. Nesse contexto, a caça amadorista vem sendo um fator de estímulo direto à proteção dos ambientes naturais, de vez que representa uma alternativa sustentável de uso da natureza que gera recursos imediatos para sua conservação. Isto se dá através do pagamento de taxas específicas e de arrendamentos de áreas naturais para a prática cinegética. Em alguns países, cuja legislação é mais desenvolvida, a criação de espécies em Parques de Caça, ocorre em áreas cuja preservação é assegurada. Essa proteção dos ecossistemas onde vivem espécies-alvo de prática da caça amadorista beneficia, evidentemente, não apenas estas espécies, mas todas as demais aí presentes, inclusive as ameaçadas de extinção pela perda de seus "habitats".

Nos países europeus a caça vem sendo praticada e regulada há centenas de anos, havendo hoje fauna abundante - mesmo nas nações que atravessaram duas guerras mundiais, e que hoje sao altamente industrializadas e urbanizadas. Nos Estados Unidos a caça amadorista movimenta uma economia de US$ 13 bilhões, (The Economist-1992), dos quais expressiva parcela arrecadada e destinada, segundo a Lei Pitman-Robertson, para sustentar e ampliar magnificos sistemas de Refúgios Naturais de Vida Selvagem que protegem milhões de hectares de áreas naturais. Nos EUA, Canadá e México existe uma taxa (Ducks Unlimited - DU), que é cobrada dos caçadores amadoristas e que é revertida para a preservação de ambientes naturais. Só no Canadá, entre os anos de 1938 e 1996, o DU protegeu 6.072.791 ha e ampliou áreas já protegidas em 1.228.132 ha. Neste mesmo período de 58 anos, o DU do Canadá investiu US$ 700 milhões na preservação de 7,3 milhões de hectares. Noutros países de rigida gestão ambiental, como é o caso da Austrália, também é permitida a caça controlada em seus territórios.

No Brasil, onde a caça é regulada por lei federal, desde a promulgação do Código de Caça e Pesca em 1934, o Estado do Rio Grande do Sul sobressai-se no contexto nacional pela organização rigida das temporadas de caça amadorista, com pesquisas previamente realizadas pela autoridade reguladora para determinação de espécies, quantidades e áreas permitidas, bem como pela destinação de recursos relevantes para a proteção não apenas dos ambientes onde se caça, mas também e principalmente, de parques e reservas ecológicas de proteção integral, como são os casos da "Estação ecológica do Taim" e do "Parque Nacional da Lagoa do Peixe". A caça amadorista praticada no Rio Grande do Sul não é uma "exceção", já que diversos países do Cone Sul e limitrofes, que compartilham da mesma fauna, permitem o uso controlado das mesmas espécies que ocorrem em território gaúcho, em especial marrecas, perdizes e esspécies exóticas, tais como lebres e javalis.

Fica claro, portanto, que a atividade cinegética - a caça amadorista regulamentada - nada tem a ver com a matança ilegal e descontrolada da fauna, que deve ser reprimida e punida com o máximo rigor, com o integral apoio dos caçadores amadores, que são inimigos declarados da caça furtiva (clandestina e criminosa). Uma das mais relevantes contribuições diretas que o caçador amadorista presta a conservação da natureza do sul do país é a proteção das áreas úmidas, existentes em solos de várzeas no estado do Rio Grande do Sul. Tais solos perfaziam 5.300.000 ha no final do século passado e hoje não restam mais de 40% dos originalmente existentes, estando os remanescentes 2.000.000 de ha seriamente ameaçados e fragmentados. Tal devastação seria muito mais acelerada não fosse a intervenção dos caçadores neste processo de degradação, quer seja pelo arrendamento - que aos poucos vai se transformando numa opção econômica alternativa para os proprietários rurais, quer seja pela aquisição.


Construindo um futuro para a fauna nacional
Nosso país enfrenta graves dificuldades para proteger seu patrimônio natural, pois às pressões econômicas para a destinação dos ambientes, somam-se graves deficiências dos mais diferentes recursos necessários para tanto. É imprescindivel buscar os meios que garantem um futuro para a natureza, protegendo as Áreas Naturais remanescentes e recuperando o máximo possivel daquelas degradadas. As contribuições financeiras diretas advindas da caça amadorista regulamentada, já vem sendo utilizadas na defeza de áreas naturais, tanto em regiões de prática cinegética, quanto para a proteção integral de santuários ecológicos e no apoio ao combate à caça furtiva. A manutenção e aprimoramento do sistema organizado existente no Estado do Rio Grande do Sul e a sua implantação e ou adoção em outras unidades da federação possibilitará a geração de receitas, ora escassas, necessárias à implementação de uma política de proteção aos recursos naturais renováveis, como hoje é realizado em diversos países do mundo nos quais a legislação é mais desenvolvida. A promoção da conservação de ecossistemas que o caçador amadorista provoca através do estimulo econômico direto às comunidades proprietárias ou vizinhas de tais ambientes é um fator muito importante a ser adequadamente considerado e estimulado.

Para assegurar o futuro da fauna, é preciso buscar soluções práticas, tecnicamente adequadas, e racionais que representem um compromisso de todos os envolvidos ou nela interessados. Os caçadores amadoristas procuram colaborar no debate e encaminhamento do assunto com as autoridades e com os ambientalistas conscientes e esclarecidos. O debate sobre posições "filosóficas" sem reflexão técnica, referentes a caça amadorista, apenas serve aos interesses dos que destroem a nossa fauna. Mais do que isso, contribui para a dissenção e para o mascaramento dos verdadeiros, inegáveis e graves problemas que precisamos enfrentar. O caçador amadorista, não apenas não agrava, mas sim contribui efetivamente para solucionar e enfrentar os problemas ambientais. Num sistema transparente, rigidamente fiscalizado e tecnicamente orientado de gestão da caça amadorista, e não na simples proibição da caça, ignorando o seu enorme potencial conservacionista, pode estar a chave para garantir o futuro de nossa fauna.
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