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 Arcos e flechas dos indios do Brasil

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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sab Fev 16, 2013 6:38 pm

Compartilhando com o pessoal algumas informaçoes sobre arcos indigenas do Brasi q achei na internet, quem tiver mais informaçoes por favor contribua para deixar mais completo o topico! Wink




Arco e Flecha

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Os povos indígenas usavam muito esse instrumento como arma de guerra. Atualmente, é usado para a caça, pesca e rituais, e tornou-se também uma prática esportiva, sendo disputada entre aldeias e até com não-indígenas. Na maioria das tribos indígenas brasileiras, o arco é feito do caule de uma palmeira chamada tucum, de cor escura, muito encontrada próxima aos rios. O povo Gavião, do Pará o confecciona com a madeira de cor vermelha chamada aruerinha. Os povos do Xingu utilizam o pau-ferro, o aratazeiro, o pau d'arco e o ipê amarelo. Os índios do alto Amazonas usam muito a pupunha, e as tribos da língua tupi são as únicas que, às vezes, utilizam a madeira das palmeiras. O padrão do tamanho do arco obedece à necessidade de seu uso, de acordo com a cultura de cada povo.

A flecha é feita de uma espécie de bambu, chamada taquaral ou caninha. A ponta é feita de acordo com a tecnologia de cada etnia. Há aquelas flechas mais longas e as pontas tipo serra, muito usada para a pesca. Outras pontas são feitas com a própria madeira da flecha. Alguns povos colocam ossos e mesmo dentes de animais. Há outras flechas praticamente sem ponta, mas com uma espécie de esfera (coquinhos), usada na caça aos pássaros. O objetivo é abater a ave e evitar ferimentos na pele ou danos às plumas e penas. Há também um outro armamento semelhante ao arco, em que se arremessa pedra, chamada bodoque.

A diversidade em seu uso

A necessidade do uso no dia-a-dia levou os povos indígenas à criação de uma variedade imensa de tipos de arcos, flechas e pontas de lança. Antropólogos estudiosos acreditam que o arco e flecha é o instrumento mais utilizado entre os povos indígenas. Os numerosos detalhes técnicos de fabricação, utilização e ornamentação tornam complexo o estudo antropológico dos tipos de arco e flecha em cada tribo. Numa mesma tribo, etnólogas como Berta G. Ribeiro e Wilma Chiara se depararam com diferentes tipos, adequados para determinadas situações. Os povos xinguanos, no Estado de Mato Grosso, são exímios praticantes da pesca com arco e flecha. Na caça de animais de pequeno, médio e grande porte, todos os povos indígenas utilizam o arco e flecha, apesar de hoje, alguns já estarem substituindo-o pela arma de fogo.

Na preparação de seus jovens os guerreiros Ashaninka, que habitam sudoeste do Estado do Acre, fronteira com o Peru. Os Gavião Kyikatêjê e Parakatege, da Reserva Mãe Maria, no sul do Estado do Pará, praticam um exercício chamado de apãnare, que é o lançamento de flecha em que o "alvo" é um guerreiro, que, com sua destreza, concentração e habilidade pára a flecha com as mãos. No passado, os Xavante também tiveram um exercício semelhante, mas hoje quase não é mais praticado. Consiste no arremesso da flecha no sentido horizontal, aparada com a mão, antes de cair ao chão. Os Guaikuru, valentes guerreiros, que desapareceram no começo do século passado, foram os únicos indígenas, exímeos atiradores de arco e flecha, em movimento, montados à cavalo. Outro exercício revelador da habilidade com o arco e flecha, praticado pelos Gavião -Kyikatêjê e Parakatege é chamado de kaipy e utiliza a folha de palmeira, apoiada sobre duas madeiras fixas ao solo. O guerreiro se distancia em aproximadamente 10 a 20 metros, arremessando a flecha em direção à folha da palmeira. A ponta da flecha acerta exatamente o caule e, resvala, ganhando velocidade em busca do seu alvo. Entre esse povo existe a prática de arremesso à distância, praticado também pelas mulheres. Entre muitas tribos, se praticam o exercício de precisão, utilizando frutos nativos como a manga, laranja, caule da bananeira e outros.
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Armas Indígenas

Feito por índios: Tapirapé
Local: norte do Mato Grosso
Peça: Arco e Flechas
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Feito por índios: Kinja
Outros nomes/grafias: Waimiri-Atroari, Crichaná
Local: Amazonas e Roraima
Peça: Flecha de Ponta de Metal
Nome indígena: Pyruwa
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Feito por índios: Ka'apor
Outros nomes/grafias: Urubu Kaapor
Local: Maranhão
Peça: Flecha
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Feito por índios: Kinja
Outros nomes/grafias: Waimiri-Atroari, Crichaná
Local: Amazonas e Roraima
Peça: Flecha de Ponta de Madeira
Nome indígena: Pyruwa
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Feito por índios: Kinja
Outros nomes/grafias: Waimiri-Atroari, Crichaná
Local: Amazonas e Roraima
Peça: Flecha de Ponta de Metal
Nome indígena: Pyruwa
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Feito por índios: Kinja
Outros nomes/grafias: Waimiri-Atroari, Crichaná
Local: Amazonas e Roraima
Peça: Flecha de Ponta de Madeira
Nome indígena: Pyruwa
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Feito por índios: Rikbaktsa
Outros nomes/grafias: Erikbaktsa, Canoeiros
Local: noroeste do Mato Grosso
Peça: Arco e Flechas
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Feito por índios: Pareci
Outros nomes: Haliti, Paresi
Localização: Chapadão dos Parecis, Mato Grosso
Peça: Arco e flechas
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Feito por índios: Waimiri Atroari
Nome indígena: warypa
Outros nomes: Kinja, Crichaná
Localização: bacias dos rios Jauaperi e Camanaú, Amazonas e Roraima
Peça: Arco
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Arco e Flecha Guarani

MATERIAIS DO ARCO: Madeira da palmeira "mbokajá", revestida com trançado de tiras de casca do phylodentron "guembepi" e tiras de taquara "takuapi", presas com cera. A corda é feita com fibra de imbira.
FLECHA: madeira da palmeira "mbokajá" ou, para brinquedos, cana de taquara "takuapi". Penas de papagaio presas com tiras do phylodentron "guembepi".

Tradicionalmente a caça, fonte de sustento dos Guarani, se fazia com arcos de dois metros de altura ou mais , sempre ultrapassando a altura do caçador (susnik,1996).Segundo Agustinho, quando jovem participou de temporadas de caça em que saiam grupos de dez a quinze pessoas, homens e mulheres, que se embrenhavam durante vários dias na florestas. Procuravam animais como porco do mato, tatú, paca, anta e jacaré, que se caçavam com flechas de ponta lisa, lancetada; estas saiam facilmente da carne do animal, deixando a ferida aberta enquanto ele corria e sangrava até a morte. Macacos e gatos selvagens, segundo os escritos de branislawa susnik, eram caçados com flechas dentadas de díficil extração, e as aves, caçadas com flehas cuja a ponta rombuda, formada por um virote de madeira terminando em ponta, não ficava travada na copa das árvores, caindo facilmente com a presa ao chão.Agustinho lembra como os homens caçavam e levavam as presas até o acampamento onde as mulheres limpavam a carne e separavam a pele e os orgãos. Ainda hoje a caçada faz parte do cotidiano dos Guaranis Nhande-iva Tambeopé. Os homens embrenham-se na floresta, assobiam e imitam os sons dos animais; porém, arco e flecha foram trocados pela espingarda que preferem hoje em dia. Com essa mudança no tipo de armas, que antes requeria para cada modelo de flech, o conhecimento específico do animal. Para sua fácil, rápida e melhor obtenção.Segundo León Cadogan, amigo e escritor sobre o universo Guarani, na época em que arco e flecha eram ainda as armas de caça, os meninos aprendiam a usá-los desde os três anos de idade. Seus parentes fabricavam arcos menores feitos do mesmo material e flechas decoradas com o emplumado característico, mas com ausência de ponta afilada. Estas armas infantis, são as que mudaram de função a partir do meio do século, fabricadas hoje para o comércio na litoral brasileiro.
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Arco e Flecha Araweté
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O arco (irapã) araweté é feito de ipê (tayipa, Tabebuia serratifolia), e é mais curto, curvo e largo que a maioria dos arcos indígenas brasileiros. Cada tronco de tayipa pode servir à fabricação de vários arcos. A madeira era trabalhada com ferramentas de osso e pedra (agora, com machados e facões de aço), e é aplainada com um formão feito de dente de cotia, lixada com uma folha áspera até ficar completamente lisa, e por fim cuidadosamente aquecida no fogo e vergada até ganhar a forma adequada. Usa-se o leite do coco-babaçu, ou a gordura das larvas que vivem nessa palmeira, para tornar a madeira mais fácil de curvar. A corda do arco é feita de fibra de curauá, uma bromeliácea cultivada (Neoglaziovia variegata).

Os Araweté usam três tipos de flecha (o'i): uma para caça grossa, com ponta de taquaruçu (Guadua sp.) e emplumada com penas caudais de gavião-real; e duas para pássaros, peixes e mamíferos pequenos, com pontas de osso de guariba ou de pau farpeado, emplumadas com penas caudais de mutum. A haste das flechas é feita de dois tipos de bambu Guadua sp. ou Merostachys sp.). Usam-se cera de abelha e fios de algodão para a fixação das pontas e das penas. Peninhas de tucano, arara ou cotinga são amarradas na base das flechas à guisa de enfeite.

Durante a fabricação do arco, um homem não deve ter relações sexuais com a esposa, ou a peça de madeira quebraria. O chocalho, em troca, tem seu corpo de arumã trançado pelas mulheres, e a cobertura de algodão imposta pelos homens. Mas uma vez pronto, o aray não pode ser usado pelas mulheres; instrumento muito poderoso, ele evoca os Maï que poderiam quebrar o pescoço da mulher que ousasse chamá-los. Nessa sociedade, só os homens são pajés.

Todo homem araweté, desde a adolescência, possui seu arco e flechas; usa essas armas não só para caçar e pescar, como passeia freqüentemente com elas pela aldeia, e as carrega orgulhosamente durante as danças da festa do cauim. Por sua vez, todo homem casado possui um chocalho aray; embora este seja o instrumento por excelência dos pajés, não há adulto que não tenha ao menos uma vez na vida cantado à noite, após ter visto os Maï em sonho.
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Arco e Flecha Kaigang

As principais armas de guerra constituíam-se em arcos (uy), flechas (dou) e lanças (urugurú). As pontas das flechas eram de osso de macaco bugio (gòg) e mico (kajér), mais tarde, passaram a ser de ferro obtido dos brancos. Os arcos eram feitos de pau d’arco (Tabebuia Chrysantha). Antes da aquisição do ferro os Kaingang “forjavam o bastão do arco em forma de curva, friccionando-o com pedra arenosa e com lâminas de pedra, e o alisavam com as ásperas folhas de umbaúba (Cecropia sp.)”, aquecendo-o depois contra o fogo e untado com gordura (Métraux, 1949). As lanças eram guarnecidas com pontas de ferro obtidas junto aos brancos. Alguns arcos mediam de 2.10 a 2,40m, mas podiam chegar a 2,70m. Cabeças de flechas eram feitas de taquara larga, de varas farpadas, de varas de madeira, apontadas com afiada ponta de osso de macaco ou veado, ou ainda com arrebites de madeira, para pegar passarinhos.

Horta Barboza também descreveu as armas dos Kaingang esclarecendo que eles usavam arcos de dimensões e forças proporcionadas ao emprego a que se destinassem: os de guerra tinham cerca de dois metros e também serviam para caçar animais de grande porte como a onça e a anta e eram tão grossos que a mão mal podia abarcar. Os destinados a matar macacos e outros animais de menor porte eram muito mais leves, curtos e finos. A dimensão das flechas não devia exceder a altura da pessoa que as fabricasse para seu uso. Atualmente alguns Kaingang fabricam arcos e flechas apenas como enfeites para venderem como souvenir no mercado. Não fazem mais guerras e, quando caçam – atividade cada vez mais rara – utilizam-se de espingardas.
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Da obra “Voyage Pittoresque au Brésil”

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“O arco e a flecha são as armas principais dos índios. São muito mais compridos do que as de outros selvagens, embora a maior parte dos índios da América Meridional use também arcos e flechas muito compridos. A lança e o laço se encontram apenas em algumas tribos que, depois do descobrimento, adotaram o cavalo para combater. E somente nessas tribos foram os arcos e as flechas encurtados. O arco dos brasileiros tem muitas vezes cinco, seis e mesmo sete pés de cumprimento...

Há três espécies de flecha. Uma de ponta larga, feita em geral de bambu tangaraçu; é dura e muito aguçada. Para aumentar ainda a força da penetração, a ponta é encerada e a taquara, também encerada ao fogo, torna-se tão dura quanto o chifre. Como na taquara a ponta é oca, os ferimentos que ela produz sangram fortemente. Por isso é empregada, principalmente, na guerra e na caça de grandes animais.”
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sab Fev 16, 2013 6:41 pm

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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sab Fev 16, 2013 7:04 pm

IMAGENS DE ARCOS E FLECHAS

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Última edição por Sasha Siemel em Sab Fev 16, 2013 9:38 pm, editado 1 vez(es)
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lvx_kailash

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sab Fev 16, 2013 7:31 pm

Esse post foi overdose de arco e flecha indígena hehehehe, só curiosidade quanto custam? |E são mais ou menos quantas libras?
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Rigli

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sab Fev 16, 2013 7:45 pm

Precisamos de mais posts como esses, de todas as culturas que atiram/atiravam com arco.

Parabéns pelo trabalho e por compartilhar este conteúdo.
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sab Fev 16, 2013 7:47 pm

Aqui tem uns pra vender, so nao sei se funcionam mesmo ou sao so pra decoraçao... Laughing

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Nao tenho ideia de quantas libras eles tem de puxada!
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Gilnei Avila

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MensagemAssunto: Imagens de arcos e flechas   Ter Fev 19, 2013 7:07 pm

Valeu Sasha! belas fotos.
Gilnei Avila _ RS
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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Ter Fev 19, 2013 9:01 pm

poxa sasha ficou otimo esta materia quando estive no MS vi alguns arcos a venda por indios na beira das estradas mas eram apenas para enfeite alias esles fazem cestos balaio arcos e outras coisas muito legais e bonitas.

parabens....

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Farleytufao



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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qua Fev 20, 2013 11:28 am

A pouco mais de 1 semana, ganhei um arco indígena de um amigo, mas não sei a origem do mesmo nem mesmo o tipo de madeira, vou ver se posto umas fotos dele aqui e aguardo uma ajuda dos colegas foristas! Very Happy
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Ranger_df

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qua Fev 20, 2013 12:23 pm

Muito maneiro a diversidade e a adptabilidade dos povos e suas regiões...
Muito bom o tópico.

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Sinto muito, é a reação automática de um verdadeiro caçador. Matar pela carne, não por um falso esporte, ou por uma forma de prazer sádico, "lamentar" a morte de um animal, mas, ao mesmo tempo, reconhecer sua necessidade.
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pedrocast

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qua Fev 20, 2013 12:47 pm

Obrigado por compartilhar, ótimo conteúdo, importante valorizarmos isso.

Detalhe que as flechas são muito diferentes, bem maiores... E essa forma de caçar atirando com os pés é muito curiosa, essa foto eu ja conhecia mas chama muita atenção.

O que eu valorizo é isso, a história do arco, se for para usar tecnologia não faz sentido usar arco e flecha no meu ponto de vista Wink

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qui Fev 21, 2013 12:29 am

Caramba, Otimo post, interessantissimo e muito legal as fotos, realmente, obrigado, muito obrigado! Orgulho dos Indios Brasileiros! Smile Smile
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Ter Mar 05, 2013 12:31 am

Pessoal, postei um video na seçao de pesca de indios do Parque Nacional do Xingu pescando com arco e flecha, o video eh demais vale a pena ver (vou postar so o link pra nao ficar muito pesada a visualizaçao desse topico):


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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Dom Mar 31, 2013 2:16 pm

Achei umas fotos q dizem ser de arcos dos indios Charruas:

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E pontas de flecha Charruas:

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E aqui um texto q fala sobre os arcos e flechas Charruas:


UTENSILIOS

Los utensilios que usaban eran pocos y sencillos: armas para la cacería, y armas de guerra y pequeñas piezas de cerámica propias de los pueblos que son cazadores y recolectores nómadas. En la época prehispánica tenían cuchillos de piedra, arcos y flechas, azagayas (lanzas pequeñas o dardos arrojadizos), rompecabezas ( que eran piedras con puntas talladas que sobresalían algo más de dos centímetros de su forma esférica, y que iban atadas a una rama o tira de cuero de unos 40cm de largo para su manejo). Los arcos de los Charrúas eran simples, que fueron disminuyendo de tamaño con el paso del tiempo.

En el museo del indio de Tacuarembó y en el Museum of the American Indian de Nuva York, se exhiben arcos considerados Charrúas, el primero mide 1,75mt, 3.5 cm de diámetro en su centro y pesa 1.5 kg; el segundo 1.55mt, 2.5 cm de diámetro, y pesa 616 gr. Estos son de los primeros arcos ya que pertenecen al tipo de arcos largos. Las flechas eran cortas, de unos 60 cm hechas de palo de sándalo negro o rojo. Las puntas de piedra ( trabajadas por mujeres o niños a veces, en rocas duras como el sílex, cuarzo, ágata, o calcedonia),eran incrustadas en incisiones que hacían en un extremo a la madera o cañas tacuaras y las sujetaban con fibras vegetales; en el otro extremo de la flecha colocaban plumas de lechuza (ñacurutú), cuervo o águila.

La honda fue utilizada en la caza y como arma agresiva en la lucha, manejándola con gran destreza, arrojando piedras que podían matar un pájaro en vuelo y derribar animales corpulentos. Esta arma fue utilizada hasta 1830 aproximadamente, según la versión del sargento mayor Benito Silva que convivió con ellos: " perseguidos unos 60 Charrúas por 300 brasileros en las costas del Mataojo, empezaron a dispararles piedras con las hondas, y fueron estas tan bien dirigidas que los brasileros fueron corridos y dejaron toda la caballería a los Charrúas a los cuales se la habían tomado. Por eso todo Charrúa lleva generalmente 6 o 7 hondas colgando en el pecho. Están hechas con hilos con que fabrican los quillapis (ponchitos) . Por un extremo termina en un nudo que sirve para asegurarla en la mano, y por el otro remata en un asa de tres ramales, en donde se pone la piedra". La honda fue un a arma de poco bulto, liviana y certera.

Otra de sus armas arrojadizas eral las boleadoras, empleada en la caza y en la guerra en sus dos tipos: de dos o tres bolas. Hechas de piedras duras y de grano fino, para obtener un buen pulido, sus diámetros y sus formas variadas, de 4 a 8 cm, ovoides, redondas, elipsoides, apuntadas, acilindradas, con forma de peras. Les tallaban un surco circundante o doble ranura para ceñirles un tiento retorcido de un metro o un metro y medio. En la de dos bolas, las piedras eran similares, pero cuando eran de tres, una de ellas era más chica, las unían radicalmente, las dos grandes con ramales de igual longitud y la chica con un ramal más largo, servía de manija. La bola perdida, también conocida como " bola pampa o Charrúa" tenía afinidad con la boleadora, consistía en una bola sujeta a un solo ramal. Algunos cronistas han considerado a la bola perdida como un arma de mucha precisión y que llegaban a arrojarla a 100 mts, pero cayó en desuso al ser sustituida por la honda.

Azara ha dejado una espléndida descripción de las boleadoras y de su manejo: " Las hay de dos clases: la primera compuesta de tres piedras redondas, gruesas como un puño, recubiertas de piel de vaca o caballo y amarradas a un centro común con cuerdas de cuero del grueso de un dedo y tres pies de largo. Cogen con la mano la más pequeña de las tres, y después de haber hecho dar vueltas con violencia a las otras por encima de la cabeza, las lanzan hasta la distancia de 50 pasos, y se enredan de tal modo alrededor de las piernas, el cuello o el cuerpo de un animal u hombre que es imposible escaparse. La otra clase de bola se reduce a una sola piedra y la llaman bola perdida. Es del mismo grueso que las otras, y unida a una correa que cogen por el extremo para hacer dar vueltas a la bola como una honda, y cuando la suelta da un golpe terrible a cien pasos o más lejos porque la lanzan cuando el caballo corre a rienda suelta. Si el objeto está cerca, dan el golpe sin soltar la bola."

" Al tiempo de la conquista ( escribe el P. Lozano), que no sabían manejar el caballo, eran tan sueltos y ligeros en la carrera, que daban el alcance a los ligeros gamos; ni le hacían ventaja los avestruces, para cuya caza usaban las bolas de piedra, no sólo para enredarlos y detenerlos, arrojándoselas atadas en una cuerda a los pies, sino para herirlos en la cabeza, en que eran tan certeros, que poniéndose a competente distancia no erraban tiro; y la misma destreza tenían en la flecha, haciendo certísima puntería a 100 pasos de distancia. Hoy son menos ágiles en la carrera, pero muy diestro en el manejo de los caballos, que abundan en su país".
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Dom Mar 31, 2013 2:48 pm

Os Charruas pra quem nao conhece eram um povo guerreiro e eximios cavaleiros q habitavam o Rio Grande do Sul, o Uruguai e parte da Argentina e tiveram grande influencia na formaçao da cultura gaucha:

Chefe Charrua
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Rompecabezas Rio Negro Argentina / Cazando un tigre herido y boleando llamas
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Apesar do texto da Funai no inicio do topico falar q apenas os Guaicurus dominavam a arte de atirar com o arco motados a cavalo eu acho q os Charruas tambem deviam dominar essa tecnica tanto para a guerra quanto para a caça. Na imagem acima da pra ver oq parece ser uma flecha cravada na paleta da onça e os indios participando de uma caçada a cavalo. Tem inclusive uma pintura do Debret dos Guaicurus q eh usada frequentemente pra ilustrar as habilidades dos Charruas com os cavalos oq pode demonstrar q eles tinham habitos parecidos:


Carga de Cavalaria Guaicuru
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George Leite

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Dom Mar 31, 2013 4:35 pm

Boa pesquisa Sasha. Ficando comprovado esta informação poderemos dizer que também temos tradição em tiro montado como os mongóis,japoneses e etc.
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qui Abr 04, 2013 12:23 am

Arcos indigenas em açao:



Caçando
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Pescando
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qui Abr 04, 2013 12:43 am

George Leite escreveu:
Boa pesquisa Sasha. Ficando comprovado esta informação poderemos dizer que também temos tradição em tiro montado como os mongóis,japoneses e etc.

Os Guaicurus tinham segundo a Funai, entao pode-se dizer sim q pelo menos uma tribo do Brasil possuia essa tradiçao. Sobre os Charruas eh especulaçao minha, mas se eles sabiam montar muito bem (sempre sendo citados como eximios cavaleiros) e atirar com arco e flecha (sendo um povo guerreiro e caçador) nao vejo pq eles nao conseguiriam fazer as duas coisas ao mesmo tempo! hehehhe
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qui Abr 04, 2013 1:22 am

Curta-metragem feito pelos proprios indios sobre uma lenda indigena mas q mostra bem a caça com arco e flecha praticada pelos indios do Brasil:

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jeferson01

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sex Abr 05, 2013 10:47 am

ótimo tópico, parabéns pela iniciativa!

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MURILLO

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Sex Abr 12, 2013 10:09 am

Muito bom este topico parabens! estou publicando tambem foto de uma ponta de flecha indigena encontrada por mim quando se fazia a instalação de palanques para a plantação de maracuja no sul do estado de Santa Catarina , tempos depois pesquisando descobri que uma outa do mesmo material foi encontrada a uma distancia de 80 km da primeira noutro municipio [img][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][/img],[img][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][/img]
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w3rm

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qua Maio 01, 2013 12:38 pm

esse tópico deveria ser fixo!!!!! fantástico!!!!! parabéns pela iniciativa!!!!

abraços!

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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Dom Maio 19, 2013 1:14 am

Reportagem da Super Interessante de 1995:


Caçadores dos arcos gigantes
Homens misteriosos vivem na Reserva Biológica. Ninguém sabe quem eles são nem como manejam seus arcos de 3 metros de altura.


O Brasil tem 203 povos indígenas e 260 mil índios. Mas há referência sobre mais 53 grupos não contactados, 41 dos quais nem se bem onde estão. Um se assentou na Reserva Biológica do Guaporé. Há sete anos a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) vem reunindo informações sobre eles. Já foram encontrados 53 vestígios de acampamentos com restos de cerâmica, machado de pedra, rede e palhoças. Os índios são nômades e não praticam a agricultura. Em três ocasiões, foram vistos. Têm estatura mediana (1,70 metros), cabelos longos e não usam adornos. Podem ser uma centena. Fogem do pessoal da FUNAI enterrando estrepes nas trilhas,– perigosos espetos de 30 centímetros de comprimento capazes de varar os pés dos perseguidores. É obvio que não querem ser incomodados. Não se sabe ao certo, mas podem pertencer ao povo sirionó, um ramo da linguagem tupi-guarani que se concentra na Bolívia. O mais intrigante é o arco de pupunha (uma madeira dura porém flexível) que eles fabricam: com três metros de comprimento (e flechas de 2,80 metros), é o maior arco indígena já encontrado no Brasil. Para atirar com um arco desse porte, os sirironó da Bolívia precisam apoiar uma ponta no chão. A existência dos índios é um paradoxo da reserva. Por definição, a reserva biológica é uma unidade de conservação que abriga ecossistemas de relevante importância científica cujos recursos têm que ser protegidos dos homens, índios inclusive. Quando ela foi criada, em 1982, não havia provas da existência dos índios. Por isso, há quem defenda que o Guaporé deixe de ser Reserva Biológica e passe a ser Área indígena.

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Achei essa foto q parece ser do tal arco gigante:

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Pesquisando na internet sobre os Siriono encontrei esse livro tambem q conta todo o processo de fabricaçao do arco e das flechas dessa tribo:

Nomads of the long bow: the sirionó of Eastern Bolivia
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Aqui tem o link pra versao completa em PDF:
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WEAPONS
The bow (ngidd) and arrow are the only weapons manufactured or used by the Siriono. Every adult male possesses a bow and arrows which he makes himself. So important are these weapons that when not hunting, a man, if busy, is most frequently observed making a new arrow or re- pairing an old one broken on the last hunt. A man's bow and arrows, in fact, are his inseparable companions. When he is asleep in the house they rest upright against the frame pole to which his hammock is tied, and when he is walking in the forest he is invariably seen with his bow and a bundle of arrows over his right or left shoulder, points facing ahead, in quest of game. The wood from which the bows are made is a variety of chonta palm, called siri. This tree, when mature, is about 12 inches in diameter and has a layer about 2 inches thick of very hard, black wood just underneath the bark. It is from this layer that the bow is constructed. Although the material is relatively abundant in the environ- ment, before making a new bow a hunter will search for some time to locate a chonta tree which has the appearance of being of proper maturity and hardness. It is a rare tree that has just the right qualities. The wood must be firm and resilient and must withstand the. maximum pulling strength of the hunter without breaking. Frequently I have seen a man spend a couple of days in the construction of a bow only to have it snap on the first pull. After a suitable tree has been sighted it is felled. I have never seen this done other than with an ax, but one of my oldest informants told me that he had known chonta palms to be felled by building a fire against the trunk until the hard layer had been burned through and then pushing the tree over. When a tree has been felled, a section of the circumference of the trunk, about 4 inches wide and as long as the hunter wants his bow to be, is cut out. Other smaller pieces of chonta may also be removed at this time, as this material is likewise indispensable in the construction of arrows. Once the material has been taken out, work on the construction of the bow begins almost at once, before the wood dries out. Bows are plain and are made of a single stave. The making of a bow is a laborious process, as it is fashioned almost entirely by using mollusk shells, called urukwa, to plane the wood down. A small hole is first made in the surface of one of these mollusk shells. The edges around the hole are then worked downward with the grain, and the section of wood is gradually planed to the desired shape. If a man possesses a machete, he may first use this to give the bow its approximate shape by roughly tapering the horns, but the finishing is always done with the shell to avert the danger of splitting the wood. In planing down a bow it is held securely on on the ground between the big and the second toe.


In cross section a bow is roughly oval in shape, being about 2 inches in diameter in the middle and gradually tapered to a cross section of about a quarter of an inch at the horns. The inner side of the hard layer of the tree forms the belly of the bow, while the bark side forms its back. After a bow has been worked to the desired shape, a small amount of bark fiber from the ambaibo tree is wrapped around each horn to keep the string from slipping toward the limbs. The horns of the bow are not notched to hold the string. The bowstring is twined by the women of ambaibo bark fiber. It is applied as follows. A permanent loop, which will just fit over one horn of the bow, is tied in one end of the string. A half hitch on the other end of the string is placed over the opposite horn and the string is gradually tightened by pulling on the hitch while bending the bow. This is done by resting what will be the top horn of the bow on the ground at an angle and grasping the other horn in the right hand; the left hand is thus left free to manipulate the string which is to be tightened. The inside of the left knee is then placed in the center of the belly of the bow, the. foot resting on the back further down. By exerting pressure between the right arm, the knee, and the foot, the bow is bent to the desired degree, and the string is pulled tight by the left hand. To keep it tight a second half hitch is thrown over the first, above the fiber lashing on the horn. The remainder of the bowstring is pulled up the bow to just below the center and wound back around it and over the section of the string which runs up the limb. The end of the string is secured by placing it under a couple of the turns and pulling it tight. The bow is then ready for drawing. If a hunter is right-handed, as are most of the Siriono, the bow is drawn in the following manner. It is grasped in the middle with the left hand. Because of its great length, the top horn is tilted at an angle of about 30° to the right of perpendicular, so that the bottom horn does not rest on the ground. The hunter spaces his feet from 2 to 3 feet apart, the left foot, of course, always being placed forward.

The secondary release is employed in drawing the bow. The arrow is held between the thumb and first finger of the right hand; the remaining fingers assist in drawing the string. The left arm is held rigid, and the arrow shaft slides between the thumb and first finger on the side of the bow to the left of the belly. The bow is drawn to a maximum distance allowed by the arms. As the bowstring passes his head, the hunter sights along the arrow to aim. He withdraws his head just before releasing the arrow, and the string flies by his face. He always wears a wrist guard of cotton string to avoid damaging his skin. The stance indicated above is essentially the same whether one is shooting in a tree, straight ahead, or from a tree into water. If a hunter is left-handed, the procedure of drawing the bow is exactly the same, but reversed. A new bow is always drawn gradually at first and is sometimes left for one night with the string taut before it is used, so as to give the wood a chance to expand gradually. A bow which is in service, however, is always unstrung following each day's hunt. After a new bow is made it needs little attention, except for a change of string, until it breaks or has lost its resiliency. The life of a sturdy bow may be a year or more, depending upon how often it is used. A hunter does not make spare bows. Only when his bow breaks or when it has been used so much that it has lost its life does he make a new one. Occasionally, when a hunter notices that his bow is drying out, he places it in water for several nights until its proper resiliency is restored. Bows vary in size, depending upon the hunter, but all are long, perhaps the longest in the world. On the average they range between 7 and 9 feet in length, although I have seen one that measured 9 feet 7 inches. The Indians themselves have no explanation of why they use such a long bow, other than to say they were taught to do so by their fathers. They assert, however, that a short bow is no good. The explanation is probably to be sought in the manner in which the Siriono use the bow in shooting. It is bent to the maximum distance allowed by the arms before the arrow is released. If a short bow were used, it is likely that the wood could not withstand the strain of the pull or that the hunter would not have sufficient strength to bend it to the desired degree.

Although arrows, like bows, vary in size, only two general types are made: one, called uba, with a chonta head containing a lashed barb; the other, called tdkwa, with a lanceolate bamboo head but containing no barb. The former type is used almost exclusively for shooting smaller game in the trees, while the bamboo-headed arrow is reserved for killing the larger game on the ground. Chontaheaded arrows average from 7 to 9 feet in length; bamboo-headed arrows, from S to 10 feet. The arrows used by the Siriono are probably longer than those used by any other known people in the world. Except in the case of an emergency or a shortage of material, arrow shafts (ekua) are always made of reed {Gynerium sagittatum). The plantis found in abundance along the banks of the rivers and at some points inland, but is only suitable for use in arrow making for about 2 months during the rainy season—in March and in April. Consequently, a whole year's supply of not less than 30 reeds is usually harvested during these months. If a man runs out of reeds before the next season comes around, a species of bamboo may be substituted, but this material is considered inferior since it makes an inaccurate arrow. Like bow making, arrow making is exclusively a task of the men, and, there being no specialists in this occupation, each man makes his own arrows. The reeds are first cut near the butt end and then cured. This is usually done by drying them gradually in the sun for about 4 days, but it may be hastened by the use of fire. Before an arrow is made, the shaft must be straight and dry. While the reeds are curing, a man prepares the other materials needed for the construction of an arrow: feathers, chonta or bamboo heads, beeswax, etc. Consequently, when the shafts are straight and dry, all materials are ready for the construction of an arrow. A chonta-headed arrow is made in the following way. A shank of chonta wood about 18 inches in length, pointed at both ends, and of a diameter so as just to fit the hollow distal end of the reed, is fashioned with a mollusk shell called iirukwa. About one-half of this shank is coated with pre- pared beeswax called iriti and inserted up the hollow shaft for about 6 inches. The part of the shaft containing the shank is then loosely bound with ambaibo bark fiber and left to dry. While it is drying, a small conical plug (edfa), likewise coated with hot beeswax, is inserted in the proxi- mal end of the reed. This plug contains the nock of the arrow. After both have dried, the chonta shank and the plug containing the shaft are bound securely in place. This is done with fine cotton string which has been previously coated with paint made from ground seeds of uruku (Bixa orellana) mixed with saliva.

To bind the shank, the arrow maker removes the bark fiber and begins to wind cotton string around the shaft about 4 or 5 inches from the distal end, continuing his winds downward until about 3 inches of the protruding shank have been covered; to bind the plug, he begins to wind cotton string around the shaft from the proximal end, continuing his winds about 3 or 4 inches down the shaft. The ends of the string used for lashing are coated with beeswax to hold them in place. The arrow is now ready for feathering. For this purpose only two kinds of feathers (e'o) are used, except in case of emergency. All chonta-headed arrows are feathered with the large wing or quill feathers of the curassow, while bamboo-headed arrows are feathered with the large wing feathers of the harpy eagle. Informants were emphatic in stating that these are the only feathers ever used, and it was rare that I saw an arrow feathered otherwise. Occasionally, however, the feathers of one of the smaller varieties of guan are used. Feathering is done by the Peruvian cemented technique. Before a feather is put on, however, about 5 inches of the arrow shaft, below the lashing which secures the plug containing the nock, is coated with hot beeswax. Then the aftershafts of a feather are removed (the mandible, containing teeth, of the palometa fish is used for this purpose) and placed over the soft beeswax along the shaft and in line with the nock. They are then lashed by winding at intervals between the barbs of the feather a very fine thread taken from a grasslike plant growing near rivers, called dicibi. Nowadays, when available, manufactured cotton thread is considered ideal for this purpose. After the feathers have been glued and lashed to the arrow shaft, the beeswax is smoothed out by rubbing a wet thumbnail over it. A single barb (erdsi), about one-half inch in length, is lashed onto the chonta shank of an arrow about half an inch from the point. Barbs are generally made from the hard stays which grow in the soft wood in the center of a palm tree which the Siriono call hindoera, although chonta wood is also used sometimes. The barb is flattened on one end and lashed securely to the shank with fine cotton string coated with beeswax.

Bamboo-headed arrows are made in almost exactly the same way as chonta-headed arrows except that the bamboo head is lashed onto a chonta shank that is flattened on the distal end. Nowadays, bamboo arrowheads are cut out with bush knives, but formerly they were shaped with mollusk shells. They are glued to the flattened chonta shank with beeswax and lashed tightly to it with cotton string covered with uruku paint. After an arrow has been finished it should have a certain twang when set in vibration. This is tested as follows. The maker grasps the arrow in about the middle of the shaft with his left hand and lifts it up to the height of his eye. While sighting along the shaft he grasps the nock end of the arrow between the thumb and first finger of his right hand and bends the shaft slightly toward his face. He then releases his fingers with a snap and the arrow, if a good one, vibrates with a twnngy sound. An arrow which does not produce this sound when set in vibration is thought to be a poor one. Arrows are always retrieved and are frequently damaged on the hunt. If the shaft of an arrow is broken, a cross section is cut off evenly on both sides of the break, and a peneillike rod of chonta palm wood, about 6 inches long and covered with beeswax, is inserted about 3 inches up the hollow shaft of one part of the broken reed. The pro- truding piece of the chonta rod is then inserted into the hollow shaft of the other part of the broken reed until both parts of the reed meet. To complete the job of mending, cotton string is wound around the shaft for about 3 inches over the break. Some mention should also be made of the use of pieces of wood as weapons. Clubs are never manufactured but chunks of wood cut or picked up at random sometimes serve as clubs to kill wounded animals and to pound with.

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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Dom Maio 19, 2013 1:48 am

Traduzindo a parte q fala sobre o tamanho dos arcos:

"Bows vary in size, depending upon the hunter, but all are long, perhaps the longest in the world. On the average they range between 7 and 9 feet in length, although I have seen one that measured 9 feet 7 inches. The Indians themselves have no explanation of why they use such a long bow, other than to say they were taught to do so by their fathers. They assert, however, that a short bow is no good. The explanation is probably to be sought in the manner in which the Siriono use the bow in shooting. It is bent to the maximum distance allowed by the arms before the arrow is released. If a short bow were used, it is likely that the wood could not withstand the strain of the pull or that the hunter would not have sufficient strength to bend it to the desired degree."

"Os arcos variam em tamanho dependendo do caçador, mas todos sao longos, talvez os mais longos do mundo. Em media eles variam de 2,10m a 2,70m, apesar de eu ter visto um que media 2,95m. Os proprios indios nao tem explicaçao sobre o porque de eles usarem arcos tao longos alem contar que eles aprenderam a fazer assim com os seus pais. Eles afirmam entretanto que um arco curto nao eh bom. A explicaçao provavelmente pode ser achada no modo em que os Siriono usam o arco na hora de atirar. Ele eh dobrado ao maximo que os braços conseguem puxa-lo antes soltar a flecha. Se um arco mais curto fosse usado eh provavel que a madeira nao aguentasse a tensao da puxada ou que o caçador nao tivesse força suficiente para dobrar o arco no angulo desejado."
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Sasha Siemel

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MensagemAssunto: Re: Arcos e flechas dos indios do Brasil   Qua Maio 22, 2013 1:00 pm

MURILLO escreveu:
Muito bom este topico parabens! estou publicando tambem foto de uma ponta de flecha indigena encontrada por mim quando se fazia a instalação de palanques para a plantação de maracuja no sul do estado de Santa Catarina , tempos depois pesquisando descobri que uma outa do mesmo material foi encontrada a uma distancia de 80 km da primeira noutro municipio [img][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][/img],[img][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][/img]


Q legal Murilo, essa ponta parece ser anterior aos povos indigenas das tribos q conhecemos hoje, literalmente da idade da pedra e fazem parte da pre-historia do Brasil. Da uma pesquisada sobre 'Tradiçao Umbu' q tu vai achar bastante informaçao sobre o assunto. Eu tenho umas aqui em casa tambem q meu pai achou no interior do RS, talvez valesse a pena ate abrir um outro topico sobre o assunto pois eh muito interessante e pouco conhecido.
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