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 Ténicas de Caça Ao Javali Europeu ( SUS SACROFA )

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Rayan Cardoso



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MensagemAssunto: Ténicas de Caça Ao Javali Europeu ( SUS SACROFA )   Qui Fev 07, 2013 12:50 am

ESPERAS AO JAVALI

A caça de espera obriga a um estudo apurado do terreno e a uma boa dose de paciência. Depois de percorrer o terreno à procura de vestígios de caça e de acumular informações durante dias, já podemos ter uma ideia aproximada das zonas onde se reúnem as preferências dos possíveis troféus e será nessa altura que é melhor desistir das cevas menos visitadas e definir o local com maiores probabilidades para um bom encontro.
Os motivos que levam os javalis a visitarem determinada zona são vários, mesmo que a maior parte deles seja justificada pelo alimento, pelo asseio e os locais de pernoite. O local da espera deve ser natural e discreto na tentativa do caçador passar despercebido. Além disso, sempre que possível, deve ser um local alto. No entanto é preciso muito cuidado com as torres e palanques porque, se mal utilizadas, a caça fica desconfiada demais.

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Estudar o animal

Uma espera não começa no momento de nos colocarmos no posto. É preciso conhecer a área onde vamos caçar e estudar as deslocações rotineiras dos grupos para procurar água e comida. É importante saber onde estas se encontram disponíveis em cada época do ano. Em resumo, é necessário conhecer as necessidades e os hábitos dos javalis. Será praticamente um milagre encontrar um javali se antes não estudarmos os charcos, as veredas e barrancos por onde costumam passar, as suas pegadas nos caminhos e as marcas nas árvores, ou seja, um completo e exaustivo estudo do meio que este animal ocupa, permitindo-nos fazer uma ideia de quais são os seus movimentos. É todo este trabalho que dá sentido a uma espera e o que diferencia um bom praticante daquele que não o é.
É curioso notar que os cascos do javali não são igualmente desenvolvidos, senão nos animais completamente formados, mostrando que a pegada não é simétrica e uma das unhas, geralmente a exterior, envolve um pouco em crescente a outra. Este sintoma permite distinguir o macho adulto. A pegada do javali lembra a do veado, mas é de um arredondamento regular, maior de talões e de pinças menos pontiagudas, o que lhe dá um aspecto mais circular. E tanto no macho como na fêmea, a pegada traseira é muito menor do que a dianteira.
A sua pista também é fácil de identificar. É cruzada ou paralela e as pegadas estão bem colocadas, muito embora os cascos traseiros mais reduzidos, não cubram totalmente a pegada da frente. O macho, quando apresenta os testículos inchados, também alarga os quartos traseiros e, dessa forma, as pegadas dos membros posteriores aparecem lado a lado com os anteriores e para fora.
Outro indício da presença deste animal está nos seus excrementos, normalmente lançados à tarde, após sair do fojo. Estes são umas bolas com cerca de três centímetros de diâmetro, aglomerados e com aspecto entrançado. No Inverno e na Primavera são escuros e consistentes, enquanto no Verão o regime alimentar do porco os transforma em excrementos pouco consistentes, com detritos de frutos, cascas e caroços. Os charcos também são um precioso indicador de javalis, não tanto pela sua localização, mas pela lama que fica agarrada aos seus lombos e que vai deixando rastro por toda a parte.


À ESPERA DO JAVALI


Numa espera devemos sempre tentar prever dificuldades e problemas, devendo assim antecipar sempre o horário estabelecido: quem aguarda em média quatro horas por um javali, bem pode fazê-lo mais trinta minutos; quem se atrasa trinta minutos poderão comprometer o sucesso da caçada e desperdiçar, sem graça e sem jeito, uma jornada que podia vir a ser memorável. De preferência devemos chegar sempre de uma hora à uma hora e meia antes do pôr-do-sol, pois se queremos "enganar" o navalheiro quanto mais cedo estivermos colocados, melhor.
Devemos ter em conta também que, aguardar após o dia de lua cheia tem como inconveniente a existência de um período mais ou menos longo em que a luminosidade é quase nula, visto anoitecer ainda antes do nascimento da lua.
Este período é por vezes aproveitado pelos javalis para entrarem no cevadouro, comer tranquilamente e também tranquilamente irem embora sem correr riscos. Daí devermos evitar efetuar esperas para além da noite seguinte à da lua cheia.

Onde anda o navalheiro?

Detectar se é um javali que tem frequentado o comedouro nem sempre é fácil. Por vezes assenhoreiam-se de um comedouro consumindo muito pouco de início, enquanto não ganham confiança e não deixando assim grandes vestígios.
Um dos fatores que podemos observar que nos pode indicar que anda um navalheiro na zona é o comportamento esquivo da vara quando entra num cevadouro; o seu exagerado nervosismo; as suas constantes, apesar de pequenas, fugas sem razão aparente e também o falharem inexplicavelmente a sua habitual visita ao local depois de o terem feito vários dias consecutivos.


Sinais e ruídos:

Por vezes os navalheiros são inacreditavelmente silenciosos e não os detectamos senão quando já começaram a "refeição".
Outro indício que nos pode indicar a presença de ser um javali macho é este aparecer sozinho.
Os navalheiros têm tendência a serem silenciosos, efetuando apenas pequenos ruídos, seguidos de silêncio, para se assegurarem que o cevadouro está "livre" antes de entrar, a segurança é fundamental para os javalis e com exceção dos mais jovens e bastante menos desconfiados, todos os outros a prezam como valor primeiro.

O TIRO

Na hora do tiro devemos manter a calma para conseguir efetuar um tiro certeiro e mortal.
Depois de identificarmos bem o javali em que vamos atirar e observar se este se encontra numa boa posição de tiro, devemos calma e silenciosamente, armar o arco, colocar a mira em cima do mesmo e iluminar o animal com a lanterna caso seja necessário e fazendo seguidamente um último ajuste na pontaria e efetuar o disparo.




Pontos vitais do Javali:

Todas as teorias atuais em relação ao momento, distância e local do corpo onde se deve disparar, estão corretas. Não é complicado assinalar os pontos onde estão os órgãos vitais do javali, como se pode observar nas ilustrações abaixo. Os disparos em que um animal é atingido na zona central do pulmão e na parte superior do coração não darão problemas de rastreio. Nem todas as feridas causam a morte da mesma forma e nem sequer a resistência de todos os animais é semelhante como sabem os caçadores com experiência na caça aos javalis. No momento em que um destes animais sai de rompante, quando cruza um aceiro a grande velocidade ou quando se atravessa no nosso caminho com um salto e conseguimos vê-lo durante umas décimas de segundo... Nessa altura a teoria passa para segundo plano e os reflexos e a prática de tiro cobram toda a sua importância. No meio do nada ele surge, deixando-nos sem hipótese de sequer armar o arco ou, no melhor dos casos, apenas permitindo disparar mesmo quando já se está a embrenhar no mato... Além disto, a diferença entre o impacto da flecha num animal parado e em um correndo é como a diferença entre a água e o azeite, sendo necessário ajustar arcos, flechas e pontas para os melhores resultados, além de muito treino.


Se o javali está em movimento, em plena linha de tiro e decidimos que vamos disparar, o disparo mais efetivo será na zona acima do cotovelo, nas extremidades dianteiras onde se encontram órgãos vitais como os pulmões, o fígado ou o coração. Nesta área, quanto mais alto seja o impacto mais fácil será a paragem do animal e o seu cobro, sobretudo se o tiro tocar na coluna vertebral. Por outro lado, se a situação o justificar pode ser efetuado um tiro traseiro, acarretando com as dificuldades que nos pode trazer para a recuperação do animal. As possibilidades de recuperar um porco atingido no estômago ou na coxa são praticamente nulas. O tiro será sempre muito mais eficiente nos quartos dianteiros. Também é necessário evitar os tiros à cabeça. Em resumo, a prática do tiro é um bom conselho e uma boa forma para melhorar o desempenho.

COMO PREPARAR A ESPERA

A espera é uma modalidade venatória em que começa a caçar antes de fazê-la na realidade, já que o culminar do tiro, essa linha ténue entre o sucesso e o fracasso, apenas representa um instante. As esperas exigem uma dedicação prévia e muito trabalho, já que a correta eleição do posto, o saber estar, as horas corretas, a influência da lua e a escolha do material, são todos aspectos a levar em conta e decisivos para o sucesso. Sem deixar de reconhecer que qualquer espera - falando em concreto do javali, tem como objetivo a caça noturna ou crepuscular deste animal desde um ponto fixo, não é menos certo que existem duas alternativas bem diferentes de realizar esta modalidade venatória.

Duas alternativas:

Uma, recorrermos a uma fazenda ou área de caça e irmos para o local de espera, normalmente um palanque, com tudo já preparado.
Outra, encarregarmo-nos de todos os pormenores: desde encontrar o local adequado, passando por preparar um cevadouro e construir um palanque ou colocarmo-nos num local natural, no chão, ou por exemplo numa árvore. Tudo depende do caçador.

Desenvolver a espera:

Uma espera, concretamente no Verão, pode ser feita perto de um charco, de um campo de milho ou outro qualquer cultivo sedutor para esta espécie ou, claro estar em uma zona preparada artificialmente para o efeito com comida. Mas que tipo de alimento oferece mais vantagens? Será complicado responder a esta pergunta se não conhecermos as peculiaridades do habitat, as características da zona circundante e o próprio clima. Mas tendo em atenção à altura do ano, a maioria dos caçadores opta corretamente pelo trigo e pela bolota. Estes alimentos artificiais são tão ou mais eficientes que as zonas naturais.

Óleos e outras zonas artificiais:

Estes locais oferecem bons resultados com o mínimo de preparação por parte do caçador. Além disso, os óleos e lameiros são uma opção muito interessante agora que a temperatura dispara. Mas é necessário ter em mente que a água para os suínos, sobretudo no verão, é fundamental para a sua sobrevivência. Eles precisam ingerir boas quantidades e também necessitam dos seus banhos de lama para se livrarem dos parasitas.

Onde se situar e como permanecer no posto:

Procurar um local adequado para a espera é um dos pontos mais interessantes para o verdadeiro amante desta modalidade venatória. Assim, se o objetivo é um bom troféu, não existe outro remédio senão a dedicação diária durante alguns meses para passar a conhecer os hábitos do animal que se procura; perseverança e paciência é a fórmula magistral que conduz ao êxito. Nas ocasiões em que se revela muito complicado encontrar rastos evidentes, o remédio é preparar cevadouros como os que foram descritos em cima. E o melhor é mesmo assegurar que fica fora de vista enquanto espera pelo javali "Navalhudo" ao local. Num posto no chão, deve permanecer imóvel e oculto, sempre tendo presente que o local deve estar limpo de ramos ou folhas secas para evitar quaisquer ruídos estranhos. Também se deve estar sempre colocado de forma a ficar resguardado do vento para que este não o denuncie. Nos postos em que isso é impossível não existe alternativa senão mudar de local com a eventual mudança do vento. A construção de um palanque torna tudo mais fácil, o caçador fica mais resguardado do vento e da possibilidade de "levar cheiro" para o cevadouro e não necessita de se preocupar em ficar "camuflado" com a vegetação circundante.

Nos trilhos:

Esta é uma alternativa interessante para quando não existe tempo para preparar a espera de uma forma conveniente. É óbvio que nestas situações o importante é conhecer o terreno como a palma da mão, mas os resultados podem ser interessantes. Para, além disso, é fundamental possuir um elevado conhecimento dos hábitos do javali, de forma generalizada, acrescendo ainda a singularidade desta espécie relativa a cada região. Da mesma forma que devemos preparar meticulosamente o cenário da espera, também o javali, nos seus anos de vida, sabe já intuir sobre os perigos que o esperam e que o assaltam, de onde vêm e com o que pode contar. Muitas vezes o animal atua imprevisivelmente, sem qualquer seguimento de rotinas que anteriormente se tenham observado ou que sejam habituais. Extrair do campo toda a informação referente aos javalis, à sua posição e costumes, é um exercício diário de observação.
O conjunto de sinais, como são os restos de comida, foçado, pegadas, dejetos, sinais que ficaram nos lameiros, marcas de dentes nas árvores, pedras e locais onde se esfregam para largar os parasitas, são um compêndio de dados para conhecer os costumes e movimentos que faz, nas horas em que está protegido pela escuridão e é difícil observar. A natureza onde vive o javali é um livro aberto no qual se pode ler parte da vida íntima do mesmo. Os locais foçados, dependendo da ordem e disposição, dizem-nos, pela sua largura e profundidade, se se tratam de exemplares jovens ou adultos, e pela superfície foçada não é difícil estimar o número de indivíduos que compõem o grupo.

Os postos e as distâncias:

Nas esperas aos javalis, à distância a que se devem colocar os postos é de 15 a 30 metros, mas se o terreno e as circunstâncias o permitirem poderá ser apenas de 8 metros. Também é verdade que se os javalis entram ao cevadouro, durante o final da tarde ou ao despontar do dia, quando ainda existe claridade, poderemos colocar o posto de espera um pouco mais distante, mas salvo observações desde logo muito cuidadosas, existem comedouros com relógio que marcam a hora a que surgem os javalis, é impossível saber se eles entram às nove da noite ou às quatro da madrugada. Logicamente, quanto mais perto se coloque o posto maior probabilidade existirá de que seja detectado o caçador que o ocupe e que os esperados javalis não entrem. E vice-versa: quanto mais longe maior será a dificuldade para vê-los e apontar. Às distâncias que se assinalaram como mais curtas, por exemplo, cerca de oito metros, um arco composto importado não é em absoluto uma arma imprescindível e nem sequer é necessária. Basta um recurvo ou um nacional. Por isso repito, no Brasil o arco é uma arma relativamente moderna e de recente implantação.
Centrando-nos nas esperas ao javali, o que se fez para ganhar maiores probabilidades para que os ditos javalis não detectem o caçador e entrem ao comedouro ou às pocilgas, foi colocar os postos mais longe, tanto que a olho nu e só com a luz ambiente, a do entardecer, amanhecer ou lua cheia, não se consegue fazer uma boa pontaria.
Assim à utilização de aparelhos como laser, night vision (Proibidos no Brasil), vem surgindo, a meu ver as caçadas devem ser com o menor numero de aparelhos modernos possíveis. Por isso, para ser consequente com o meu critério, sempre cacei nas esperas com a luz da lua, com no máximo uma lanterna, pois o animal também merece chance.

As condições:

Como já se referiu, as distâncias de tiro nas esperas têm de ser bem mais curtas em condições de luz ambiente deficiente (sem lanternas nem aparelhos eletrônicos). O que se pode fazer no local, é preparar duas classes de postos; uns mais afastados, que seriam ocupados quando a luz ambiente fosse adequada; e outros mais perto para serem ocupados em noites escuras, alternando de uns para os outros, tal como se faz quando temos de trocar de posto quando o vento apresenta uma direção diferente. Como regra geral direi que, em princípio deve se usar os mesmos arcos, e flecha usada em treinos para não haver mudança bruta do que já se esta acostuma, salvo as pontas que devem ser apropriadas para caça, mas também devem ser no mesmo peso das de target usadas em treinos.

Dificuldades:

Em relação às dificuldades que pode apresentar a escassa visibilidade, esta é compensada com o maior tempo disponível para mirar. Para os que não têm demasiada experiência nas esperas, comentarei que nem todos os postos são iguais nem se devem ocupar à mesma hora segundo a época do ano. Para entender isto, apresentarei alguns exemplos: no Verão, pelo calor que se faz sentir, os javalis deixam mais cedo as moradas e podem-se ver e disparar muitas vezes ainda com a luz do sol quando este, todavia, ainda não se pôs. Em pleno Inverno ocorre o contrário e os animais ou entram durante a manhã, quando o sol já nasceu, ou seguem para os comedouros antes de procurar a cama. Os porcos, sempre que podem vão aos lameiros e zonas de água, mas no Verão é em maior número de vezes e mais cedo. Também é preciso considerar que nem todos os lugares são utilizados à mesma hora, sendo que o podem ser de madrugada ou ao anoitecer. Nos primeiros postos é necessário estar em pleno dia (ou de tarde neste caso) pelo menos uma hora antes do pôr do sol e aí ficar três ou quatro horas; nos segundos é preciso estar durante a noite, quando faltam três ou quatro horas para o amanhecer e ficar neles durante toda a manhã e até meia-hora depois do nascer do sol. Tudo isto, como é lógico, é relativo e depende de muitos fatores e circunstâncias que é preciso ter em conta para que a espera seja frutífera e, além disso, todos os detalhes têm de estarem cuidados ao máximo, pois se não estiverem à espera converte-se numas horas passadas no campo.

CONSTRUÇÃO DOS ABRIGOS OU CHOÇAS PARA AS ESPERAS

Os abrigos onde os caçadores devem fazer as esperas devem ser construídos atendendo às seguintes regras:

1º - O vento dominante deve estar sempre de frente para o caçador, isto é, deve soprar do local onde os javalis entram à comida para a choça.

2º - O caçador deve estar completamente tapado, por trás, pela frente e pelos lados. É indispensável não se ver a sua silhueta, razão pela qual o abrigo por trás é o mais importante. É aconselhável, no entanto que o abrigo seja fechado por todos os lados com mato do próprio local, afim dos animais não estranharem.

3º - O abrigo deve ser construído logo que sejam verificados os prejuízos e deve estar pronto logo que se fizerem os primeiros cevadouros, pela mesma razão já apontada.

4º - Devem ser feitos a uma distância de 15 a 50 metros no máximo, dos locais onde é colocada a comida ou onde o javali ou javalis costumam comer as culturas do agricultor que apresentou a reclamação.

5º - Deve estar colocado num local que domine completamente o cevadouro ou a cultura onde se verifiquem os prejuízos e sempre que possível ao mesmo nível do cevadouro.

6º - Devem ter uma altura que permita ao caçador atirar sentado sem dificuldade, mas no qual possa estar totalmente escondido antes de atirar.

7º - Devem ter tamanho suficiente para nele caberem confortavelmente durante várias horas, o caçador e o seu acompanhante.

8º - Conforme a topografia do terreno, ventos dominantes, etc., podem ser necessários construir dois abrigos em sítios diferentes, mas obedecendo sempre às regras atrás enunciadas.

PREPARAÇÃO DOS CEVADOUROS

A preparação do cevadouro deve ser feita atendendo às seguintes regras:


1º - Como já dissemos anteriormente, um cevadouro nunca deve ser feito a mais de 50 metros do posto de espera e apenas no caso do caçador atirar com besta e auxílio de scope, a distância não deve ser superior a 20-30 metros no máximo.

2º - Sabe-se que a não ser em terrenos claros e limpos (restolhos, etc.) e com horizonte sem obstáculos, a visibilidade nunca é suficiente para atirar com precisão absoluta, mesmo nas noites de luar mais intenso, de preferencia para atirar com óculos de pontaria que aumenta muito a visibilidade (permite obter mais luminosidade e menor distância de tiro).

3º - O cevadouro deve ser feito sempre numa clareira, paralelamente ao abrigo ou choça, e a comida deve ser espalhada pelo cevadouro numa área com 8 a 10 metros de comprimento e mais ou menos 5 metros de largura a fim de permitir que no caso de entrarem dois ou mais javalis, possam comer ao mesmo tempo, sem lutarem pela comida como é costume quando está num espaço restrito.

4º - O cevador nunca deve tocar com as mãos na comida a qual deve ser posta com uma pá dentro de um saco, ambas as coisas de uso rural, e espalhada no local escolhido para o cevadouro, diretamente do saco. Além disso, o cevador tem de entrar sempre por detrás do abrigo e deste para o local do cevadouro, voltando sempre pelo mesmo caminho e pisando sempre o mínimo de terreno possível.

5º - A comida deve ser posta no cevadouro sempre de manhã e deve consistir naquilo a que os javalis se habituarem a comer, ou seja, a da cultura na qual causaram os prejuízos. Duma maneira geral a melhor comida para os cevadouros é: milho, cevada, aveia, castanhas, bolotas, etc..

REGRAS A OBSERVAR PELO CAÇADOR

O caçador para a obtenção de sucesso numa espera deve seguir sempre as seguintes regras:


1º - O caçador e seu acompanhante devem estar colocados no abrigo pelo menos uma hora antes do pôr do sol e devem fazê-lo no maior silêncio e entrar sempre pela parte de trás.

2º - Quando instalados no abrigo não podem fumar nem fazer qualquer ruído e muito menos falar.

3º - A arco deve ser carregado logo que o caçador chegue ao abrigo, mas deve estar em posição normal até ao momento propício para o tiro.

4º - Tomar em atenção que os javalis tanto podem entrar muito cedo como muito tarde, dependendo, portanto o sucesso da espera, da paciência e do "vício" do caçador e do acompanhante.

5º - Se o céu estiver nublado e não houver probabilidade de descobrir, o caçador pode desistir da espera nessa noite, pois não tem visibilidade para um tiro eficaz. Se, porém, o cevadouro estiver num terreno claro (restolho, etc.) e não tiver nenhum obstáculo por trás que tape o horizonte, pode tentar a espera, mas só deve atirar se vir que pode apontar conscientemente para matar e não apenas para ferir o animal.

6º - O caçador deve esperar que o javali ou javalis estejam a comer confiadamente para atirar. Verá então que nessa altura qualquer pequeno ruído que faça ao armar o arco e ligar a lanterna, não os perturba, pois a fome, muitas vezes, vence a sua conhecida prudência, desconfiança, e sagacidade.

ARCOS E FLECHAS

Recomendo, para este tipo de caça, acima de tudo conhecimento do seu material e de sua habilidade de tiro, ou seja, muita prudência.

Arcos:

Em geral os arcos compostos importados e acima de 60 libras dão conta do recado tranquilamente, desde que a flecha seja bem colocada, a flecha deve ser preferencialmente já utilizada em treinos anteriores para não haver diferença de resultado final, e inevitavelmente deve se usar pontas de caça, para que o resultado seja satisfatório.•.

Acessórios:

Uma boa roupa para proteger do frio, botas adequadas, um bom facão e uma faca, além de lanterna para se guiar pelo mato e o mínimo de cheiro possível nas roupas e demais acesoarias, e o a utilização de lanterna de foco vermelho e recomendado por na agredir a vista dos animais e possibilitar maior tempo de visada do arqueiro.



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Última edição por Rayan Cardoso em Qui Fev 07, 2013 12:53 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ténicas de Caça Ao Javali Europeu ( SUS SACROFA )   Qui Fev 07, 2013 12:51 am

Bom Amigos,

este interlocutor que vos fala e um "tarado" por caça, e como eu tinha esse material aqui no meu computador e o assunto da seção se Caça ultimamente tem sido a liberação da caça do Javali, resolvi postar esse tópico para auxiliar aos futuros caçadores que possam vir a se aventurar nesta modalidade. Este texto se não me engano foi tirado de um forum ou um site português e era voltado a caça com espingardas, traduzi para o Português do Brasil da melhor maneira que pude, e adaptei algumas coisas para a versão de arco e flecha ou besta... espero ter contribuído com algo interessante e o que eu mais peço a vocês e que façam bom uso deste material e não façam nada que possam trazer complicações com a justiça ou com a polícia, e sempre tenham prudencia no quesito segurança e bem estar animal nos momentos de caça, a caça e sem duvidas um hobby maravilhoso se feito com as minimas necessidades que exige !

YES Caça... NO Limpa Mato

Forte Abraço, Rayan Cardoso.


Última edição por Rayan Cardoso em Qui Fev 07, 2013 1:02 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ténicas de Caça Ao Javali Europeu ( SUS SACROFA )   Sab Maio 25, 2013 11:36 pm

Muito bom cara, parabéns
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MensagemAssunto: Re: Ténicas de Caça Ao Javali Europeu ( SUS SACROFA )   Hoje à(s) 6:11 pm

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Ténicas de Caça Ao Javali Europeu ( SUS SACROFA )
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