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 Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.

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Ruy

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MensagemAssunto: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sex Abr 10, 2015 5:07 pm

Um assunto já bastante discutido, recentemente fiz uma releitura de alguns artigos e particularmente esse do John Dudley merece um destaque. A forma como ele aborda o pânico do gatilho e como ele soluciona esse problema é bastante interessante.

Para quem atira target sabe dos problemas do pânico do gatilho e também do pânico do clicker. Acredito que os dois problemas se relacionam.

O artigo, já traduzido, é "Sempre existe a primeira vez". Obviamente o título não é bem esse mas foi o que achei mais apropriado.
Very Happy

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Roberto de Souza

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sex Abr 10, 2015 8:21 pm

Muito obrigado por nos trazer esse texto esclarecedor Ruy.
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Bayker

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sab Abr 11, 2015 7:35 am

Muito bom MESMO Ruy! Obrigado por compartilhar!

Sempre tive dúvidas sobre isso, e algumas delas foram sanadas... Mas tenho um questionamento. A mesma situação vale pro Clicker no recurvo em todos os aspectos - guardada as diferenças do equipamento-?

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MensagemAssunto: texto   Sab Abr 11, 2015 8:47 am

Belo texto!
Muito bom.
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EVC



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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sab Abr 11, 2015 9:43 am

Esse tipo de pânico é que nem chifre: é uma coisa que põem em sua cabeça. Smile
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Ruy

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sab Abr 11, 2015 9:48 am

Bayker escreveu:
Muito bom MESMO Ruy! Obrigado por compartilhar!

Sempre tive dúvidas sobre isso, e algumas delas foram sanadas... Mas tenho um questionamento. A mesma situação vale pro Clicker no recurvo em todos os aspectos - guardada as diferenças do equipamento-?

O princípio basicamente é o mesmo.
Essa é a razão principal que treinamos na maioria das vezes atirando na "palha", ou seja, sem o brasão do alvo.
Pelas minhas experiências, mais no recurvo olímpico que no composto target, quando o clicker vem "fácil", geralmente os tiros saem melhores. Eu condicionei a "aceitar" essa situação e então largo a flecha com mais tranquilidade.
Já quando o clicker demora, aborto os tiros. Se insistir e disparar a flecha, os tiros saem medíocres.
A diferença maior é a questão da demora para disparar. No recurvo olímpico não existe o letoff e na puxada nominal estamos suportando a libragem máxima do arco. Com o treino acaba ficando mais fácil suportar mas durante uma competição, durante horas de torneio, isso chega a ser uma loucura. Desta forma, o melhor é disparar depois de alguns poucos segundos.

Aí vem a segunda questão que é a mira fixa no alvo. Nos vídeos dos arqueiros top é fácil notar que a ponta do estabilizador fica quase imóvel. Nos atiradores de carabina de precisão 10 metros, é praticamente estático.
Na verdade, esses atiradores treinam bastante para manter a mínima amplitude de flutuação da mira no alvo. Nós dificilmente conseguimos isso mas é possível manter dentro do vermelho ou talvez do amarelo.
O problema é a forma como a mente trabalha essa oscilação. O medo de errar, como no texto, é o que cria a síndrome.

Nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, um arqueiro sul coreano, Im Dong Hyun, bateu o recorde na fase classificatória. O que chamou a atenção de todos foi o fato dele ser considerado "cego" pelo alto grau de miopia. Na realidade, ele distingue as cores do brasão mesmo que borrados e consegue flutuar a mira sobre ela com baixa oscilação. Ao não enxergar o brasão com total nitidez talvez ajude a não fixar no alvo e fixar mais na forma do disparo. Uma vantagem em relação a nós e obviamente uma desvantagem também.

O que me motivou a publicar o texto foi o fato de estar treinando com composto. No composto o letoff permite suportar o arco armado durante um tempo bem maior que no recurvo. Isso faz com que o disparo não esteja tão intimamente relacionado com a forma que você puxou o arco como no recurvo olímpico. E isso faz também com que negligenciemos a forma do tiro e fixemos mais na questão da mira e do alvo.
O fato de conseguir mirar por mais tempo causa o pânico do gatilho porque a mira passa pelo centro do alvo várias vezes e parece mais fácil mantê-la estática. E eu notei que comecei a desenvolver o tal do pânico. Very Happy

Sds.

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MensagemAssunto: gatilho   Sab Abr 11, 2015 10:18 am

Aproveitando este excelente tópico, peço licença ao amigo Ruy para postar algumas considerações sobre o uso do gatilho.
Não sou expert no assunto, portanto, tudo o que for besteira, risquem!  kkkkk
O amigo Giantorm deu-me umas boas dicas de como atirar com gatilho de mão, de como acostumar-se com ele e como evitar as famosas “gatilhadas”.
Dicas que o Gian passou:

1 – Primeira etapa: posicionar-se frente ao alvo, a uma distância de 2 metros, COM OS OLHOS FECHADOS, puxar a corda com o gatilho, ancorar e efetuar o disparo, sempre memorizando a posição exata do gatilho; repetir isso CENTENAS de vezes.
2 – Após concluir a primeira etapa, atirar com os olhos abertos, mirando o alvo.

Ele explicou que com esse procedimento, com os OLHOS FECHADOS, o arqueiro instintivamente mecaniza o dispositivo de disparo do gatilho.
O ensinamento do amigo Gian foi muito pertinente, eu experimentei disparar com os olhos fechados e achei excelente, realmente funciona, a mente se preocupa apenas com o gatilho e não se preocupa com o alvo.
Na impossibilidade de ficar frente ao alvo disparando centenas de vezes, por tomar meu tempo e ser muito cansativo, como alternativa, adotei outra solução e achei que no meu caso também funcionou.
Essa e outras soluções já foram mencionadas aqui no Arco Brasil e acredito que existam tópicos a respeito, entretanto, essa é a solução particular que adotei.
Minhas dicas para usar um gatilho de mão (Handheld Release):

1 – Desmontar o gatilho e verificar como é o funcionamento da parte interna para regular a sensibilidade.
2 - Estudar bem o gatilho e encontrar a posição mais confortável de empunhá-lo, e, também, encontrar a melhor maneira de pressionar o disparador com o dedão de forma a obter maior sensibilidade e um disparo mais rápido.
1 - Arrumar um cordão de uns 2 metros de comprimento e/ou uma borracha grossa de injeção de 1 metro, conforme se vê na foto colocada ao final.

COMO TREINAR DISPAROS

1 – COM O CORDÃO – FOTO 1
O cordão, dobrado em dois e seguro na mão esquerda, para os RH, forma uma argola que se prende ao gatilho; puxar o cordão na posição de ancoragem de arco, ancorar corretamente e, com os OLHOS FECHADOS, disparar o gatilho.
Memorizar e mecanizar o “ato de disparar” o gatilho, ou seja, memorizar a posição exata do gatilho, a torção necessária para deixá-lo na posição mais confortável, e a posição do OSSO POSTERIOR DA MÃO no rosto.
OSSO POSTERIOR DA MÃO = junção do terceiro metacarpo com o capilato (FOTO 2)

2 - COM A BORRACHA = FOTO 1
No meio da borracha grossa, amarrar um pedaço de cordão de modo que forme uma argola para prender o gatilho; com a borracha dobrada em duas partes, puxar na posição de ancoragem do arco, efetuar disparos do gatilho, com os olhos fechados.

3 – MISTO DE BORRACHA E CORDÃO – FOTO 2
Cortar um pedacinho da borracha, dobrar em dois e amarrar no cordão também dobrado; colocar a argola de barbante para prender o gatilho amarrada à borracha.
A borracha funciona muito bem, mas dá umas belas estilingadas na mão.

ÚLTIMA ETAPA DE TREINO
Depois que o ato de disparar o gatilho com os OLHOS FECHADOS estiver mecanizado no subconsciente, treinar com o arco – DE OLHOS ABERTOS.
Observação: quando ancoro a puxada, ainda FECHO OS OLHOS para colocar o OSSO POSTERIOR DA MÃO no ponto exato da ancoragem e também para torcer o gatilho para a posição memorizada ... depois ... ABRO OS OLHOS, miro e atiro.

FOTO 1 =  CORDÃO E BORRACHA
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FOTO 2 = OSSO POSTERIOR DA MÃO
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Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


FOTO 3 = CORDÃO + BORRACHA + GATILHO
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Na verdade, eu abandonei a borracha e uso apenas o cordão.
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Bayker

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sab Abr 11, 2015 11:02 am

MUITO BOM MESMO Ruy e TRC!

Não atirou de composto e nem sou lá dos maiores amadores do mesmo... Só tenho vontade de ter um pra brincar, diferente do Recurvo que quero competir com ele. No entanto, TODO conhecimento é muito bem vindo... Até porque, como instrutor, um dia terei alunos de composto também, então tem que manjar pra ensinar da forma mais adequada!

Obrigadão mesmo!
Abraços.

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sab Abr 11, 2015 12:28 pm

Algumas considerações sobre algumas partes do post do Ruy, baseadas em experiência pessoal e em observação de outros arqueiros. É minha opinião. Portanto, a quem ler o que segue, fica o alerta: consuma com moderação. Depois não diga que não foi avisado. Smile

Ruy escreveu:
Essa é a razão principal que treinamos na maioria das vezes atirando na "palha", ou seja, sem o brasão do alvo.
É um bom treino mas não apenas complementa o tiro com alvo. Pode-se estar usando técnica perfeita no fardo e ainda assim, ao colocar um alvo a técnica vai para o brejo, porque entram a ansiedade de acertar no meio, medo de errar, medo do que os outros vão pensar, medo de não ser bom o suficiente etc. que levam à tendência de se encolher, ficar tenso, usar músculos que deveriam estar relaxados, incluindo antagonistas que fazem cabo de guerra com os músculos que realmente devem trabalhar. Não vou elaborar muito para a mensagem não ficar muito longa.

Ruy escreveu:
Aí vem a segunda questão que é a mira fixa no alvo. Nos vídeos dos arqueiros top é fácil notar que a ponta do estabilizador fica quase imóvel. <...> Na verdade, esses atiradores treinam bastante para manter a mínima amplitude de flutuação da mira no alvo. <...> O problema é a forma como a mente trabalha essa oscilação. O medo de errar, como no texto, é o que cria a síndrome.
É possível manter a mira parada no alvo mas, paradoxalmente, quanto mais você tentar, menos vai conseguir. Se você usa a musculatura correta durante a fase final do tiro (expansão) até o clicker cair, vai ver que a mira fica estática. Em outras palavras, quanto mais bem alinhado e mais relaxado estiver, mais estável a mira vai ficar (falo por experiência). Os arqueiros top conseguem não porque se preocupam em manter a mira parada mas porque fazem todo o resto bem e a mira parada é consequência.

Abs.
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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sab Abr 11, 2015 2:07 pm

Sim, no recurvo olímpico se o ciclo do tiro estiver perfeito, quando chegar a fase de expansão e disparo a mira praticamente fica estática. Mesmo no composto, usando corretamente os músculos, a oscilação tende a ser menor se o posicionamento do corpo também estiver correto.
Fora isso tem também o uso do scope no composto target que, dependendo da dioptria, faz com que a imagem fique muito próxima e mesmo a respiração tende a fazer com que a mira fique oscilando.

Hoje treinando mais um pouco notei que após chegar na posição do tiro, dando uma pequena respirada e depois já com a mira flutuando no alvo e com o dedo no gatilho, se for contando lentamente até dez e aumentando a pressão no gatilho o tiro sai como fator surpresa. Fiz isso várias vezes e os resultados foram melhores. Deu certo comigo, espero que funcione com vocês.
Parece que fazendo a contagem a mente distrai e desfoca um pouco do alvo.
Obviamente, o ciclo do tiro (posição dos pés e das pernas, do tronco, da mão, distribuição correta do peso, abdomen forte, utilização do músculo das costas, cabeça ereta e firme, etc.), até o momento do disparo também deve estar correto. Caso contrário, é melhor abortar e começar novamente.

Sds.
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MensagemAssunto: gatilho   Sab Abr 11, 2015 3:50 pm

Meu gatilho está regulado com grande sensibilidade.
Fica preso, internamente, apenas numa pontinha do sistema de travamento.
Quando encosto no disparador ele já desarma e o tiro sai.
Não dá para espremer o disparador e ao mesmo tempo contar até 10.
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giantorm

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sex Abr 17, 2015 3:11 pm

No meu caso, eu conseguia manter o arco parado no amarelo, desde que o dedo ficasse longe do disparador. Ao colocar o dedo no disparador, o arco automaticamente deslocava para a direita parando no vermelho, e não tinha jeito de puxar ele novamente para o amarelo, se forçava mais, ele contornava o amarelo e parava no vermelho acima do alvo.

Com o Gatilho Back tension isso não acontece, mas tem o problema de atirar com ele quando tem vento. Nos treinos no nosso estande, onde não tem vento, eu estava mantendo a pontuação acima de 685, cheguei a fazer 701 pontos. mas quando chega a hora da prova, que é a beira mar, o vento aliado ao nervosismo, tira pelo menos 10 a 15 pontos.

Agora parei de atirar com composto, já fazem 4 meses que não atiro com eles. Vou esperar mais uns 3 meses e voltar a tentar usar o gatilho para ver o que acontece.

Este pânico do gatilho foi algo que adquiri logo após fazer um boa pontuação em 2013. Fiz 684 em uma prova, e depois disso a minha pontuação decaiu muito, foi para uma média de 660 a 666. Mas eu não percebi isso logo, só depois de muito pesquisar é que eu achei o motivo da baixa pontuação, mas aí o pânico já estava instalado profundamente.

Se soubesse disso antes, teria prestado atenção e talvez resolvido antes de ficar profundamente enraizado.

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Dom Abr 19, 2015 9:07 am

Gian,
Treino mais com recurvo olímpico que composto. O composto comecei a usar agora porque é a categoria mais competitiva aqui na minha região.
Eu percebi que estava com esse problema e fiz uma releitura dos artigos. Essa dica do Dudley, de treinar pensando somente no ciclo e principalmente ver quanto tempo consigo manter o dedo no gatilho com a mira flutuando mas sem disparar e sem tensão mental, tem dado bons resultados.
Obviamente, regulei o meu gatilho para ficar mais duro uma vez que tenho que manter o dedo lá sem disparar com um toque, que é o que fazia antes.
Demoro mais para atirar, tenho que sustentar o peso do arco por mais tempo, forço o abdômen e a postura, mas é uma questão de treino.
Faça esse exercício. Talvez você retorne mais rápido ao composto. Very Happy
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MensagemAssunto: observação   Sex Abr 24, 2015 3:47 pm

Este tópico do Ruy vem muito a calhar, pois atirar com gatilho de mão não é fácil.
Usando o cordão para treinar o gatilho, eu cheguei a algumas conclusões e o tal do "pânico do gatilho" caiu fora da minha agenda.
Por favor, eu peço que não riam das minhas conclusões, elas são tiradas aqui do meu "tiroteio".
Vou dizer, portanto: o "pânico do gatilho" vem do DEDÃO.
O problema todo reside no dedão, no ato de apertar o gatilho com o dedão.
Eliminei esse problema, eu não aperto mais o gatilho de mão com o dedão.
O meu dedão agora é apenas o apoio, quem aperta o gatilho é o dedo mínimo.
Meu gatilho é o Truball Absolute, de 4 dedos, portanto, o dedo mínimo passou a ser o comandante lá na ponta.
Simples e rápido é o meu tiro.
O que atrapalha é só a tremedeira.

Como procedo na ancoragem e mira:

1 - volto a ponta do gatilho ligeiramente para a frente de tal forma que o dedo mínimo fica mais adiantado;
2 - o dedão apenas apoia no disparador;
3 - com um pequeno movimento de rotação para trás, o dedo mínimo empurra o gatilho contra o dedão;
4 - como a mão do gatilho está puxando o Dloop, ela vem para trás após o disparo.

Um detalhe, o meu gatilho é regulado para disparar com muita sensibilidade.
Quem me deu a dica da sensibilidade foi o amigo Nacaxe que atirava também com um Truball Absolute muito sensível.
Esse Truball Absolute tem um sistema de disparo sincronizado, no dedão e no dedo mínimo, são dois dispositivos.
O dedão só dispara se o dispositivo do dedo mínimo estiver apertado.
No meu gatilho eu eliminei o sistema do dedo mínimo.
Se observarmos os atiradores de composto nos vídeos, veremos que a cada disparo a mão do gatilho vem para trás.
Isso, na minha opinião, acontece porque eles não apertam o dedão no disparador, eles giram o gatilho para trás.
O giro é imperceptível, rápido.
É um movimento composto de tração para trás e giro no sentido horário.
Quem aperta o gatilho com o dedão não consegue jogar a mão para trás.
No gatilho de mão, o sistema de disparo é semelhante ao "back tension".
O disparo acontece com o giro.



PS: Como eu disse, são minhas observações, por favor, não "trolem" comigo.   kkkkkk
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Ruy

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Sex Abr 24, 2015 6:57 pm

Comentei no outro tópico sobre o uso do dedo mínimo.
Eu tinha um Truball 4 dedos e disparava utilizando a rotação, forçando o dedo mínimo. Dava bons resultados.

O Leonardo Vieira, na época que fui trocar de gatilho, me passou umas dicas de disparo usando o back tension.
Hoje, com o gatilho de 3 dedos, algumas vezes comecei a disparar socando o dedo no gatilho, coisa típica de pânico do gatilho. Mesmo fazendo a rotação via dedo mínimo o problema parece que permanece porque acabo memorizando o momento do tiro.
E quando o tiro não sai como fator surpresa, o desagrupamento tende a ser grande.

O exercício de só apoiar o polegar no gatilho e usar o back tension para disparar dá bons resultados. Como às vezes o meu gatilho não disparava, fui rever o peso ideal para fazer o disparo. Alguns falam em 500 gramas que peguei como referência.
Utilizando uma balança de valise fui checar o meu gatilho e estava com mais de 900 gramas. affraid Por isso é que às vezes travava.
Dei uma aliviada e na medição seguinte deu 650 gramas. Coloquei menos que isso mas parece que ficou um pouco perigoso.
Como só testei com alguns tiros e não no treino especificamente, só vou saber dos resultados amanhã.

Na situação que estou, se colocar o gatilho "cabelinho" não irá me ajudar porque saberei o momento do tiro.
Peguei um paper sem autoria sobre treinamento de tiro com arco composto. Muito bom, irei traduzir em seguida e passo para vocês.

Sds.
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MensagemAssunto: gatilho   Sex Abr 24, 2015 10:40 pm

O gatilho de mão tem a regulagem num parafuso, rosqueando para dentro ele fica sensível, rosqueando para fora, ele fica duro.
Para regular o gatilho, uma forma seria usar um cordão, nunca o arco.
Rosqueia o parafuso para dentro e o gatilho dispara toda vez que puxar o cordão.
Aos poucos, então, rosquear o parafuso para fora e experimentar com o cordão.
Sempre que puxar o cordão e o gatilho disparar, rosquear para fora.
Chegará um momento em que, ao puxar o cordão, não disparará o gatilho.
Nesse ponto, regular conforme quiser, mais sensível, menos sensível.
Dessa forma eu regulei outro gatilho que tenho, Truball Max4.
Não gosto muito dele porque é muito pequeno.
O Truball Absolute, eu abri e regulei com ele aberto.
É um gatilho mais complicado, tem diversos cadeados e dois pontos de manejo.
Dessa forma vi como funcionava e deixei com a sensibilidade que achei melhor.
Quanto à sensibilidade, ela não apresenta perigo, desde que nos habituemos a puxar a corda sempre apontando para o alvo.
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DJALMA

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MensagemAssunto: Re: Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.   Seg Jul 25, 2016 11:52 pm

Ruy escreveu:
Gian,
Treino mais com recurvo olímpico que composto. O composto comecei a usar agora porque é a categoria mais competitiva aqui na minha região.
Eu percebi que estava com esse problema e fiz uma releitura dos artigos. Essa dica do Dudley, de treinar pensando somente no ciclo e principalmente ver quanto tempo consigo manter o dedo no gatilho com a mira flutuando mas sem disparar e sem tensão mental, tem dado bons resultados.
Obviamente, regulei o meu gatilho para ficar mais duro uma vez que tenho que manter o dedo lá sem disparar com um toque, que é o que fazia antes.
Demoro mais para atirar, tenho que sustentar o peso do arco por mais tempo, forço o abdômen e a postura, mas é uma questão de treino.
Faça esse exercício. Talvez você retorne mais rápido ao composto.  Very Happy

em um outro artigo de outro tecnico que  nao me lembro mais ,ele fala de 3 tipos de tecnicas sobre o target panic e o que eu adotei foi a ''saturaçao do tiro '' .que é exatamente isto ai . como o nome diz SATURAÇAO .....
meu panico era terrivelmente exagerado . entao coloquei um alvo pintado a mao na cor amarela de uns 25 cm  a  2 mts e digo a vcs : eu nao conseguia ''segurar'' o tiro .de cada 10 tiros eu me xingava umas 8 vsz rsrsrs mas fui tentando ,tentando ate contar ate 10 , comprei ate um metrometro ( aparelho eletronico usado por musicos para unificar  a duraçao do compasso da musica , do ritimo )
regulei o bip a 1 segundo . dpz fui aumentando  a distancia .....,isso me ajudou muito ,mas eu nao sou do tipo perfeccionista , se eu acertar um alvo na proporçao de 4 cm a cada 10 mts sem dificuldade ja to satisfeito .
eu quero é ser feliz Razz Razz Razz
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MensagemAssunto: mira   Ter Jul 26, 2016 8:52 am

Eu atiro com 3 arcos diferentes, todos têm pressão aproximada e puxadas diferentes.
Acho que isso ajuda muito, cada arco que pego precisa muito capricho na mira.
Não é fácil manter o arco tensionado, o pino da mira no alvo e a bolha de nível na posição correta.
A bolha de nível é muito importante, o arco precisa estar bem na vertical.
Para isso, os contrapesos laterais (estabilizador) são essenciais.
O contrapeso traseiro também é importante, pois impede o estabilizador frontal de torcer a mira para baixo.
O arco precisa estar numa posição de equilíbrio, visto que ao puxar a corda ele tende a sair da vertical.
Não sei se essa minha colocação é correta, mas, é o que eu percebo quando atiro.
Dos 3 arcos que atiro, noto que o Procomp Elite, apesar de mais pesado, é o que mais tempo consigo segurar na mira.
O arco composto, quando no letoff, precisa estacionar firme e impávido.  rsrsr
A verdade, afinal, é que, se não segurar o pino da mira no alvo, fica difícil acertar.
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Artigo de John Dudley sobre pânico do gatilho.
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